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[Steam] Epistory - Typing Chronicles | R$ 11
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[Steam] Epistory - Typing Chronicles | R$ 11

2
7 de maio
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Avaliação de um usuário da Steam:

Epistory – Desenvolver L.E.R. nunca foi tão prazeroso

Aqueles que nasceram no século passado certamente lembram dos incontáveis cursos de datilografia e o angustiante tédio que eles proporcionavam. Foi apenas após anos de evolução e incansáveis estudos (ok, talvez nem tanto) que, pelas mãos do estúdio francês Fishing Cactus, o mundo foi prestigiado com Epistory – Um espetacular jogo capaz de melhorar a habilidade datilógrafa de qualquer um.
Sim, a ideia de um jogo com finalidade educativa, formalmente conhecido como “Serious Games”, não é algo inédito, e mesmo jogos de escrever não são novos, há até mesmo um nome para o gênero: Typing Games. Porém, Epistory destaca-se imediatamente dos demais. Logo de início o gráfico em low-poly enaltece um charme indiscutível, o qual é complementado por uma ambientação brilhante que gira ao redor de uma única ideia: Todo o seu universo é construído em papel. Explorando o mapa, você encontrará árvores feitas de páginas de livros, perceberá que é um amontoado de folhas que suspende o seu mundo, e mesmo a raposa de três caudas, inseparável parceira de nossa protagonista, relembra um origami. Toda a idealização do game design contribui para que o jogador vivencie um mundo fantástico feito de papel. Mesmo em ações simples como o revelar de uma nova área enfatiza isto, pois os objetos do cenário desdobram-se a partir de páginas de livros. E os inimigos deste jogo? Todas criaturas “insectoides” (porque a maioria dos insetos “come” livros, entende? *sinal necessário com a mão para denotar trocadilho*). Eu poderia citar inúmeros outros exemplos, mas muito da magia de Epistory está na descoberta em si. Há um sentimento único ao observar os detalhes, as metáforas e as analogias que a Fishing Cactus sutilmente deixou para o(a) jogador(a).
Como se a deslumbrante arte do jogo não fosse o suficiente para distingui-lo dos demais, o modo com que os desenvolvedores abordaram a escrita em Epistory, por mais simples que seja, tornou a experiência da datilografia algo muito mais dinâmica, pois escrever não é apenas o modo com o qual você revelará o mundo – A escrita é sua única e principal arma. Em determinados pontos do mapa, você será confrontado por hordas de criaturas, e o único modo de derrotá-las é escrevendo as palavras que aparecem acima de suas cabeças. Por mais limitado que isto soe, cada batalha traz novas metas que você mesmo tentará superar: Conseguirá digitar mais rápido? Conseguirá não errar nenhuma palavra? Conseguirá escrever “pneumonoultramicroscopicsilicovolcanoconiosis” (sim, há chances desta linda palavra aparecer – duas vezes, no meu caso)? São metas pessoais que podem lhe conceder achievements, mas caso não seja o suficiente, você pode deixar ligada a opção “adaptive difficulty”, forçando cada batalha a tomar o máximo de você. E não estou exagerando – Prezo-me pela velocidade com que escrevo, sou um escritor, afinal. Contudo, após a metade do jogo, tive de desativar a dificuldade adaptativa pois meus tendões estavam atingindo seu limite. Não é necessariamente a quantidade de palavras que a dificuldade muda. Quão mais rápido você digita, mais rápido os inimigos tornam-se, e mais rápido você precisa ser. Modo ou outro, mesmo com a pata avariada, a experiência foi proveitosa, pois pude tomar o tempo para acostumar-me com a grafia em inglês. E ainda que você não saiba outro idioma, não há problema, o jogo conta com total suporte – tanto de dicionário quanto interface e história – em nosso idioma (e outros mais!).
Porém, Epistory também conta com alguns problemas, um deles é o fato de que a movimentação recomendada não é o clássico WASD, mas EFJI, com a justificativa de que os dedos ficam posicionados de maneira a facilitar a digitação. E realmente facilita, você é capaz até mesmo de se acostumar com este layout “exótico”, mas é fácil esquecer a direção de cada tecla (faça o teste – posicione os indicadores na letra F e J e os dedos médios nas letras E e I). Mas não assuste-se, você pode usar o WASD sem problema algum, e ainda há um MOD na Steam Workshop que transfere a movimentação para o formato ESDF – Que é basicamente o mesmo layout que todo jogador está acostumando, só que uma coluna para a direita. Bem, ao menos este é um problema que é possível remediar, mas ainda se há que me incomodou muito e não há o que fazer sobre isto é a câmera do jogo e seu mapa, pois esta primeira está posicionada na diagonal e o segundo na horizontal. Sendo assim, se você se movimentar para o leste no mapa, estará locomovendo-se, na realidade, para o nordeste. Sem uma interface de mini-map para servir de base, você ver-se-á muitas vezes a abrir o menu para selecionar o mapa e tentar entender que caminho terá de tomar para encontrar seu objetivo, e é algo que gera uma grande frustração durante as poucas horas de playthrough necessárias (em média 5 ~ 8 horas para terminar o jogo, depende do quão rápido você digita). Mas apesar desta gafe, o jogo mostra-se muito consistente com o restante de sua mecânica, e dificilmente haverá grandes barreiras em sua jogabilidade.
Modo ou outro, tudo isto acaba por ser um mero detalhe quando colocado ao lado dos vários aspectos únicos de Epistory, entre eles uma agradável e embalante trilha sonora, a qual alcança seu auge durante os créditos com a fabulosa música “Desert Dream” da dupla americana Larkin Poe. Sem dúvida, Epistory teria tudo para ser um dos melhores jogos que joguei até hoje se sua história tivesse sido trabalha de maneira diferente. A princípio, pensei que o foco seria a história da garota e sua raposa, mas logo percebi que o rumo era outro, estava eu vendo uma história mais pessoal, uma vida um tanto ordinária. Muito bem contada, muito bem escrita, mas até o final do jogo não desenvolvi muito apego pela protagonista. Há muitos momentos marcantes, analogias bem elaboradas, o uso da mecânica com o contar da história, mas acaba sendo – na maior parte do tempo – apenas uma forma sem muito conteúdo. O momento em que a narrativa finalmente brilha é apenas no final, onde a Fishing Cactus uniu de maneira inteligente a ambientação, a mecânica, e a história em um mesmo elemento, revelando um final que apenas comecei a deduzir apenas próximo da última fase do jogo. De fato, foi inusitado, mas poderia ter sido algo trabalhado desde o início, embalando o jogador em uma narrativa muito mais profunda e envolvente, mas a realidade é que a história descansa em fogo baixo tempo demais.
Por fim, apesar dos pesares, Epistory é um jogo que certamente ganhou um espaço em meu coração. Não apenas pelas suas características únicas, mas o jogo é a prova viva de que “Serious Games” podem, sim, ser interessantes, basta apenas uma equipe criativa disposta a transformar algo monótono em uma experiência única. Pode não ser o melhor jogo de todos os tempos, mas é o melhor e único curso de datilografia que você precisará.


TL;DR:
  • Arte: 10/10
  • Música: 9/10
  • Jogabilidade: 8/10
  • História: 6/10
  • Originalidade: 10/10

Overall: 8.6/10

Com um design criativo e inteligente, Epistory vence o desafio de transformar a monotonia do treino da digitação em um entretenimento agradável. Em um universo de papel e palavras, o jogo transpõe uma ambientação marcante ao redor da literatura, reforçando a todo o momento o cenário construído para o propósito do jogo: Ajudar o jogador a digitar melhor. Apesar de uma história rasa, Epistory é uma pérola em seu meio, sendo um dos melhores Serious Games desenvolvidos até hoje, capaz de cumprir seu objetivo com maestria e complementar a experiência com um jogo desafiador mesmo para os mais proficientes datilógrafos.
Alongue seus punhos e prepare seu médico, pois Epistory está prestes a te embarcar em uma aventura sem volta para o fabuloso mundo da L.E.R..


P.S. – Estou falando sério, alongue seus punhos antes de jogar.
Acho que já saiu de graça na Twitch, se não me engano. Baita jogo.
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