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Fala galera. Já deixo logo aqui a dica que vai dispensar quem não vai ter paciência de ler:
Se vocês encontrarem uma geladeira com capacidades diferentes para o mesmo exato modelo, dê preferência a geladeira de capacidade maior, pois têm a chance dessa ser uma versão melhor.
Querem saber o porquê? Irei discorrer:
Estou há alguns meses na luta vendo qual a melhor geladeira para comprar e descobri uma coisa interessante. Percebi de uns tempos para cá que alguns modelos de geladeiras andam possuindo capacidades ligeiramente diferentes para o mesmo modelo. Ex:
Samsung RT38 - 385L > 391L > 393L
Panasonic BB65 - 450L > 467L
Isso estava me deixando completamente confuso. Ficava me perguntando o porquê dessas variações desnecessárias e quais eram as melhores: as maiores? ou as menores?
Eis que eu descubro que no começo de 2026 o Inmetro estabeleceu novas regras rígidas que estão obrigando as empresas a fabricarem refrigeradores mais eficientes em consumo. As empresas tem até o final de 2026 para zerar o estoque dos refrigeradores antigos e estarão proibidas de fabricarem refrigeradores que não cumpram os rigores da nova etiqueta.
Refrigeradores D, E e F deixarão de existir e não poderão ser mais fabricados e as categorias A+++, A++ e A+ vão virar respectivamente A, B e C.
Assim, alguns modelos de refrigeradores estão ganhando versões com uma quantidade pouco maior de litros e uma boa diferença no consumo, tudo para se adequar as novas normas e manter os modelos em categorias de respeito, porque agora a sua geladeira que era considerada um A+ talvez agora não vai poder ser considerada nem mesmo um mísero C.

Uma geladeira que eu ando muito de olho é a Electrolux IT70. Essa belezinha que costumava ser de 480L saltou para incríveis 481L. Mas a versão de 480L que possuía um consumo de 36,4 kWh agora na versão de 481L caiu para 25 kWh. São 11kWh de diferença. E olha que com 36kWh ela já era considerada A+++. E o preço? Permaneceu semelhante, até então.

E então? Isso é bom? Ruim? Me pergunto se modelos de geladeiras inverse, WiFi e gelo/água na porta podem ficar mais caros ou vão perder funcionalidades em modelos novos para se adequar à nova etiqueta. Talvez tenhamos nesse próximo trimestre boas promoções de geladeiras, freezers antigos e tudo mais (ou, talvez não).
Não sei se nós consumidores seremos prejudicados com um aumento geral de preço nos refrigeradores. Eu só sei que minha Consul Cycle de 2017 de 334 litros com seus modestos 43,5 kWh/mês já pode ser considerada um F menos menos menos e eu tô precisando trocar urgente.
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Uma geladeira consumir 25 kwh/mês é absurdo de econômico, me pergunto se gela tão bem quanto os modelos mais antigos. A minha tem 7 anos e consome 56 kw/h (na época era A no Inmetro). Nos caso que você apresentou, eu iria na mais barata caso o valor seja muito diferente (ambas tem a mesma capacidade), pois entre 25 e 36 kwh vai ser uns 15 reais na conta do mês (180 no ano). Mas se estiverem no mesmo preço, compensa pegar a mais econômica.
Post bem interessante, eu desconhecia estes detalhes que você mencionou.
@turbo Acho que a maioria das atuais A+++ vão ser remodeladas. Acredito que menos de 30kWh/mês vai ser o limite mínimo para se manterem na nova classificação "A". E também creio que a capacidade total entra no cálculo, para só além de diferenciar das antigas, então tem geladeiras que aumentam 1 litro ou outro e tem outras que ganham + de 10 litros para se encaixar. No caso da Electrolux, o preço continua bem parecido, para mim, que ando garimpando. De toda forma, acredito que mesmo se estiverem mais caros, os modelos mais novos ainda vão ser melhor escolha, porque se for pra pensar em manter a mesma geladeira por 7/10/12 anos, a economia da energia vai valer à pena.