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(PSN) Resident Evil 4 PS3 R$10,24
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(PSN) Resident Evil 4 PS3 R$10,24

13
19 de outubro de 2018
Em 2005 Resident Evil 4 foi lançado e reinventou não só a franquia da Capcom, como também o modo de se fazer jogos de ação em terceira pessoa. O título idealizado por Shinji Mikami
colocou mais uma vez a série como um divisor de águas, causando uma
grande revolução na indústria dos jogos e influenciando até hoje o
lançamento de novos produtos, como por exemplo The Last of Us.


A franquia RE estava “cansada” e
precisando de uma renovação urgente para não cair no ostracismo e ser
relegada ao segundo escalão da Capcom. Focando em uma jogabilidade mais fluída e com mais ação, RE4
causou surpresa e choque nos fãs da série. No entanto, pouco tempo após
seu lançamento, o título já havia caído nas graças da crítica e do
público. Mesmo que tenha feito alguns fãs antigos abandonar a saga pela
diminuição considerável de terror, os novos fãs que RE4 angariou trouxe o jogo ao patamar de RE1, RE2 e RE3, como um dos principais lançamentos de sua época, mesmo tendo inicialmente sido lançado apenas para Nintendo GameCube.





Envolto em diversas polêmicas e cheio de novidades, Resident Evil 4
pode ser considerado facilmente um dos maiores jogos da franquia,
principalmente por seu impacto e inovação. Além disso, a qualidade
técnica do título é um dos pontos altos de RE4, que é considerado por grande parte dos fãs como o melhor Resident Evil da nova geração, mesmo após o lançamento de RE5 e RE6.


Antes de mais nada, vale comentar que o
jogo é o mais portado de toda a série. Esta análise levará em
consideração as versões de PlayStation 2 e GameCube – apesar disso, haverão citações para os outros ports, como o para PC, que talvez seja o pior de toda franquia RE.


Gráficos



RE4 já impressiona logo de cara pelo
visual. Esqueça os cenários pré-renderizados da trilogia do PS1, pois
aqui é tudo polígono e texturas que vão aparecendo a frente do jogador
em tempo real.


Depois de alguns momentos, o jogador
pode até pensar “mas que droga, esses cenários são todos iguais”, no
entanto, após deixar El Pueblo e começar a transitar pelos castelos,
você se deslumbrará com os belos cenários cheios de detalhes.


A diversidade dos inimigos também é
bastante grande, com vários modelos diferentes de Ganados e Zealots –
esses últimos, sem muita variação. Apesar disso, de longe, RE4 é o jogo que apresenta maior diversidade nesse quesito.


Os gráficos ficam ainda mais belos nas cutscenes do jogo, algumas delas memoráveis, como por exemplo a primeira aparição de Ada Wong e a luta de facas entre Leon e Krauser.


Não há o que se queixar dos gráficos do
jogo. Salvo por algumas pequenas quebras de polígono, o visual é quase
sempre deslumbrante e muito caprichado.


Som



“Detrás de ti, imbecil!”, “Un forastero!”, “Welcome, stranger!”


São muitas as frases e efeitos sonoros
de RE4 que estão marcadas até hoje na cabeça dos gamers. Seguindo a
mesma linha de qualidade sonora de seus antecessores, RE4
foi ainda além, graças aos novos inimigos e cenas inusitadas. Qual de
vocês não tem registrado na memória momentos de pânico criados graças ao
som das motosserras do Dr. Salvador ou do som emitido pelo Regenerator? As situações do jogo, aliadas a uma trilha sonora poderosa, criam formas de tensão únicas.


A dublagem também segue a mesma linha de qualidade. Leon
está com tons de ironia e sarcasmo que em alguns momentos chegam até a
irritar, mas isso não é um defeito, afinal, quem não se irrita com um
sujeitinho com cabelinho escorrido e cheio de frases de efeito em tons
de zombaria?


Jogabilidade



É aqui que a mágica e a revolução realmente acontecem. Após quase uma década preso a uma mesma jogabilidade e fórmula, Shinji Mikami colocou a cabeça para funcionar e praticamente reinventou a franquia com a revolução implementada em RE4.


A visão em terceira pessoa com a câmera
sobre o ombro do personagem foi um marco na indústria dos jogos
eletrônicos, e até hoje serve como referência. Esse modo de câmera
permitiu ao título ter uma dinâmica muito maior, trazendo maior
velocidade à jogabilidade e consequentemente mais ação. A mira a laser,
aliada à modalidade em terceira pessoa, também foi uma importante
modificação que foi copiada a exaustão por toda uma geração de jogos que
vieram após RE4.


A jogabilidade ficou muito mais fluída e
intuitiva, permitindo uma exploração melhor dos enormes cenários. Esses
elementos fizeram com que RE4 conquistasse uma nova e
grande massa de fãs para a série. Os gamers fãs de jogos de ação, que
consideravam os REs anteriores “travados”, viram em RE4 a porta de entrada para o universo Resident Evil,
tornando o quarto título numerado um dos maiores sucessos da história
da Capcom, alçando a franquia RE ao patamar dos maiores lançamentos do
mundo dos games.


Dentre as inovações, temos os Quick Time Events, ou
QTEs, que exigem reflexo e velocidade para pressionar a sequência
correta de botões em meio a uma cena tensa onde antes o jogador apenas
assistiria a uma cutscene. Foi mais uma inovação feita visando dar maior
dinamismo ao gameplay e torná-lo mais fluído possível.


Porém, uma mudança que era bastante esperada e não veio em RE4
foi a possibilidade de andar e atirar ao mesmo tempo. Uma falha
bastante considerável, pensando que a jogabilidade do jogo foi toda
projetada para ser mais fluída. Ainda mais com um jogo tendendo bem mais
para o lado da ação do que para o lado do terror, essa era uma inovação
chave para tornar RE4 ainda mais agradável de se jogar, o que com certeza poderia ter feito o jogo alçar voos ainda mais altos.


Enredo



Sem dúvida o ponto mais fraco do jogo.
Não por conta da história ser baseada no resgate da filha do presidente
americano, ou do culto Los Illuminados, ou ainda da vingança de Krauser contra Leon, mas é que todos esses pontos seriam excelentes backgrounds se houvesse um primeiro plano com uma ligação mais profunda – com fatos que já conhecíamos dos REs anteriores.


Começar RE4 com simples dados falando sobre o fim da Umbrella é
bastante frustrante. Relegar a “queda” da empresa com uma breve
introdução no título é no mínimo controverso, e dá ainda mais a
impressão de que RE4 é praticamente um reboot extra-oficial da franquia.


A alguns anos, lembro que um ex-membro da equipe REVIL
comentou que a importância da história da campanha principal de RE4
poderia ser resumida em apenas uma frase – e de fato pode. “O interesse
da Organização em obter uma amostra de Las Plagas“, é uma descrição simples e rápida do jogo dentro do universo de Resident Evil. O “filé mignon” do enredo está na verdade no extra “Separate Ways“, onde o jogador controla Ada Wong e interage diretamente não só com Leon, mas também com Krauser, Saddler e com Albert Wesker, o homem por trás da busca pela amostra de Las Plagas.


Esse desprendimento da história de RE4 em relação a saga Resident Evil pode
ser explicado pelo fato das novas dinâmicas do título. Com as novidades
na jogabilidade, mais pessoas foram atraídas para o jogo, que é mais
estruturado na ação. Foi uma jogada bastante ousada da Capcom que acabou dando certo para os novatos, mas que desagradou bastante aqueles que já acompanhavam a franquia desde os jogos de PS1.


Alguns elementos foram mantidos dos
outros REs, como as máquinas de escrever usadas para salvar o jogo,
enquanto outros recursos interessantes foram adicionados, como a
possibilidade de comprar e melhorar as armas com o mercador, personagem
que foi introduzido para vender suprimentos a Leon.


Desafio



O jogo é bastante longo e conta com alguns inimigos bastante desafiadores, como Dr. Salvador, Regenerator, Garrador, Verdugo e Ramon Salazar. Apesar disso, RE4
não é um título que oferece uma grande dificuldade. Mesmo nas opções
mais elevadas, o jogador encontrará munição e itens de cura em
abundância e pode sempre fazer upgrades em suas armas, tornando até
mesmo a mais básica das pistolas em uma arma extremamente eficiente.


A primeira vez que você se aventurar pelas vilas, castelos e masmorras de RE4,
provavelmente levará entre 10-14 horas para finalizar o jogo. Depois de
terminar pela primeira vez, a tarefa se torna bem mais simples, já que
dificilmente você ficará perdido entre as trilhas ou então nos
corredores do castelo.


Vale ressaltar, o curto momento em que o jogador é obrigado a controlar Ashley a fim de encontrar-se com Leon.
A garota não tem armas e conta apenas com algumas lamparinas espalhadas
pelo cenário para o ataque. É um dos momentos mais tensos do título,
que faz o jogador pensar muito bem antes de dar o próximo passo, já que a
morte nesse ponto é sempre muito fácil de acontecer.


O modo Mercenaries apresenta-se como o grande desafio do jogo. Totalmente reformulado, foi em RE4
que ele ganhou os moldes que o tornaram tão popular. O desafio é bem
elevado, especialmente para conseguir ter acesso a todos os personagens e
mapas do modo, e é aqui que o jogador terá de enfrentar o Super Salvador, uma versão “turbinada” do Dr. Salvador encontrado na campanha principal.


Os modos extras, que a princípio saíram com exclusividade para PS2, colocam o jogador na pele de Ada Wong para duas missões diferentes. Em Separete Ways, o desafio fica no mesmo nível da campanha principal, já Assignment Ada
coloca a espiã em condições mais extremas, tendo de enfrentar hordas
imensas de inimigos armados para conseguir chegar ao seu objetivo. Esse
modo sem dúvida representa o maior desafio do jogo ao lado do Mercenaries.


Fator Replay



RE4 apresenta três modos extras que chamam bastante a atenção e são os grandes responsáveis pelo fator replay do jogo.


Como citado mais acima, foi em RE4 que o
modo Mercenaries ganhou a fórmula que tanto fez sucesso e que perdura
até hoje. E talvez por ser uma novidade, mas o Mercenaries de RE4 é o
mais divertido e viciante dessa nova geração. Com inimigos exclusivos,
mapas bem diversificados e personagens para desbloquear, o modo garante
muito tempo de diversão.


Os modos extras em que o jogador
controla Ada Wong também empolgam; Separate Ways por ter ligação direta
com a campanha de Leon e por ter um conteúdo bastante interessante em
sua história, e Assignment Ada por sua dificuldade e desafio.


A campanha principal também não
decepciona em fator replay, apesar de não ter grandes novidades, dá ao
jogador a possibilidade de recomeçar a aventura com armas exclusivas
(algumas desbloqueadas através do Mercenaries) e bastante diferentes. E
como já não é novidade na franquia, o jogo também possui algumas roupas
extras, e o jogador pode até controlar Leon com seu clássico traje da
R.P.D., usado em RE2.


Conclusão



Resident Evil 4 é um jogo que remodelou por completo a franquia RE e também o mercado dos jogos de ação.


O gameplay é um show a parte, e isso
aliado a altas doses de ação e uma jogabilidade quase perfeita, fez com
que o jogo se tornasse um marco na indústria. Outros quesitos técnicos
como gráficos e som, permanecem com qualidade excelente, fazendo do jogo
perfeito tecnicamente.


O enredo que fica a desejar, deixa um
gostinho de que o jogo poderia ter ido além, talvez se tornando o melhor
Resident Evil até então, apesar de o ser para muitos, é difícil para
quem acompanha RE desde o PS1 não ficar desapontado com a falta de
continuidade, e nesse aspecto, pode-se até considerar RE4 como um reboot
extra-oficial ou até mesmo um spin off, sendo que nem os jogos que
vieram depois dele fizeram com que RE4 ficasse mais inserido na história
geral da franquia.



Curiosidades
  • Resident Evil 4 é o jogo mais portado da franquia RE. Além do
    GameCube e PlayStation 2, existem versões para Nintendo Wii, PC,
    Playstation 3, Xbox 360, Zeebo e iOS;
  • Shinji Mikami idealizou RE4 com exclusividade para o GameCube.
    Mikami afirmou que se o jogo fosse portado para outros consoles, como o
    PS2, ele cortaria sua própria cabeça. Mais tarde, quando o port chegou
    ao PS2, Mikami acabou deixando a Capcom por conta dessa e de outras
    decisões controversas da empresa em relação ao jogo;
  • RE4 tem o segundo beta mais famoso da franquia RE, conhecido como
    3.5 a vesão descartada acabou dando origem a uma nova franquia da
    Capcom, Devil May Cry;
  • Leon sofreu muitas influências em sua caracterização para RE4, a
    principal delas veio do seriado 24 Horas, que fazia grande sucesso no
    mundo na época do lançamento do jogo, e acabou conferindo a Leon traços
    da personalidade e do modo de agir de Jack Bauer, principal personagem
    da série de TV;
  • A versão de PC de RE4 é constantemente lembrada como um dos piores
    ports da história dos games. O jogo chegou aos computadores mais de 2
    anos depois de seu lançamento oficial, e apesar disso os bugs tomavam
    conta do jogo que além disso ainda possuia qualidade gráfica muito
    abaixo das demais versões, além de problemas com a jogabilidade e demora
    na resposta aos comandos;
  • A versão de Wii por outro lado, é um dos melhores ports já feitos, e
    quem tem a oportunidade de jogar no console, afirma que a experiência
    de jogar RE4 com o Wii Mote é única e empolgante.

Ficha Técnica
Título: Resident Evil 4 (Biohazard 4)

Ano de Lançamento: 2005

Plataformas: GameCube, PlayStation 2, Nintendo Wii, PlayStation 3, Xbox 360, iOS, Zeebo, PC.




CRÉDITOS

Escrito por: André Ceraldi (Ceraldi)

Revisado por: Ricardo Andretto (ThE cRaZy)

Data de Publicação: 04/09/2013
Complementos da Comunidade

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13 Comentários
Ah, achei q era pra ps4, sad.....
Putz, PS3. Fui cheio de vontade. Tem que botar o console no titulo.
Aquela alegria que se esgotou na hora que viu escrito ps3
Nunca Joguei minha chance :))))
Aprendam. Nunca vendam seu console quando ele ficar ultrapassado.
Editado por "marcelocampos" 19 de outubro de 2018
LeeM1 h, 33 m atrás

Putz, PS3. Fui cheio de vontade. Tem que botar o console no titulo.



Sempre esteve no título! Tem q prestar atenção antes de comentar inverdades!
Editado por "gaudio77" 19 de outubro de 2018
Essa merda de ps4 podia ter retrocompatibilidade, igual o Xbox. Eu doidin pra zerar ele d novo no ps4 mas pra ele(ps4) o preço é um absurdo. Raiva do cacete, na moral.
marcelocampos1 h, 49 m atrás

Aprendam. Nunca vendam seu console quando ele ficar ultrapassado.


Verdade. Principalmente os consoles da Sony
rodrigoanderson9035 m atrás

Essa merda de ps4 podia ter retrocompatibilidade, igual o Xbox. Eu doidin …Essa merda de ps4 podia ter retrocompatibilidade, igual o Xbox. Eu doidin pra zerar ele d novo no ps4 mas pra ele(ps4) o preço é um absurdo. Raiva do cacete, na moral.


Vc acha usado por 40 reais nos grupos de troca e venda.
Comprei Zombie por menos de 9 Reais
Enquanto isso no ps4 R$59,00. É foda. Olha que é a mesma versão
Rafa_19/10/2018 20:48

Comprei Zombie por menos de 9 Reais


É bom?
marcelo.pereirarodrigues4 h, 8 m atrás

É bom?


É legal. Lembra um pouco o gameplay de left 4 dead. Por esse preço creio que vale sim. E comprei também por esse preço o Guacamelle q é legal para jogar Coop local . Joguei com meu filho. Porém os combos dele são meio complexos para criança. Com a minha esposa curtimos bastante as primeiras fases
Editado por "Rafa_" 20 de outubro de 2018
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