One Finger Death Punch 2 | R$ 4
Expirado
Vendido por Steam
R$4,00
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O massacre com homens-palito está de volta ainda mais frenético.
One Finger Death Punch 2 chega com propostas interessantes em relação a seu jogo anterior, One Finger Death Punch e não pode ser visto como "reciclagem" à primeira instância. Para quem não conhece, esta saga se trata de derrotar seus inimigos usando artes-marciais com comandos simples, no geral apenas um clique, em um cenário de plataforma. Contudo, não basta sair apertando loucamente as teclas e esperar que eles sejam acertados, há duas barras sob seus pés que delimitam seu campo de ações. Não é necessário se mover já que os oponentes virão até você, basta ser ágil e pegar o tempo certo.
Agora a saga possui um tutorial sólido e completo, mostrando os diversos tipos de inimigos que enfrentaremos, os tipos de armas e como elas influenciam no combate, e até mesmo mostra as arremessáveis que são lançadas contra nós. Estas armas arremessadas pelos oponentes já haviam sido usadas no título anterior, porém agora não as defendemos apenas, mas sim desviamos e as atiramos de volta. Digo isso pois elas podem influenciar muito no combate, em meio às lutas frenéticas elas podem passar despercebidas, fazendo a diferença no seu ritmo.
Há uma diferença gritante no número de cenários disponíveis em relação ao primeiro jogo, que possuía 250 mapas e este mais de 600. A quantidade de níveis não foi a única coisa que me chamou a atenção, todo o contexto visual foi de certa forma alterado, mesmo que em mínimos detalhes. Para começar, neste título há um contraste muito mais forte entre o fundo do cenário e os inimigos que transitam por ele, o que era um defeito bem irritante na obra anterior. Haviam momentos em que não dava para diferenciá-los ao background, e em alta velocidade isso se torna um problema. Os combates agora se comunicam com a fase, durante as lutas caminhões e veículos transitam ao fundo em certos momentos.
As mecânicas de skills foram mantidas, havendo um total de 25 habilidades e upgrades para elas. Porém não são habilidades ativas por assim dizer, diferente do primeiro jogo, aqui elas são ativadas quando certos eventos são concluídos. Isso foi um pouco frustrante, já que as vezes usava poderes de congelamento em vão, sem atingir uma única alma. Há também as passivas que aumentam seu campo de ataque e incrementam a munição que pode ser usada. Apesar dos upgrades, não vi distinção entre as skills com e sem aprimoramento, pois pareciam tudo a mesma coisa.
Uma das questões que mais me impressionaram é o fato de que One Finger Death Punch 2 tenta acompanhar o ritmo do jogador a cada fase. Explicando de forma simples, se você vai muito mal numa missão por conta da alta velocidade, o próprio título tenta adequar a dificuldade, diminuindo a cadência. Da mesma forma se você vai muito bem em determinado mapa, ele irá aumentar a velocidade para a próxima. Isso é realmente incrível, um exemplo genial para mostrar como os jogos podem aprender conosco, se adaptar para que não fique algo massante e tente sempre prezar pelo conforto.
O modo torneio foi mantido, porém agora com uma pegada a lá Mortal Kombat, já que ele se baseia em subir uma torre na medida de seu avanço. O coop para duas pessoas também foi implementado numa espécie de torneio, porém apenas um toma o controle por vez, podendo ser substituído a qualquer momento ou quando o atual morre. Ainda há outros modos de jogo, porém não posso deixar de mencionar o No Luca No, que é basicamente os modos citados com um gato preto na frente, atrapalhando a visão do que está acontecendo. Para ser sincero, é bem hilário.