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Rebecca Solnit foca seu olhar inquisitivo no tema dos direitos da mulher começando por nos contar um episódio cômico: um homem passou uma festa inteira falando de um livro que “ela deveria ler”, sem lhe dar chance de dizer que, na verdade, ela era a autora. A partir dessa situação, Rebecca vai debater o termo mansplaining, o fenômeno machista de homens assumirem que, independente do assunto, eles possuem mais conhecimento sobre o tema do que as mulheres, insistindo na explicação, quando muitas vezes a mulher tem mais domínio do que o próprio homem.
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O rapaz gostou do livro, estava indicando para a mulher, que na verdade, era a própria autora. Porém, como ele não a reconheceu (talvez, não a conhecia nem por nome), ela ficou descontente com a falta de reconhecimento e partiu para a militância sobre o que acredita:
"A partir dessa situação, Rebecca vai debater o termo mansplaining, o fenômeno machista de homens assumirem que, independente do assunto, eles possuem mais conhecimento sobre o tema do que as mulheres, insistindo na explicação, quando muitas vezes a mulher tem mais domínio do que o próprio homem."
Qual é a conclusão disso tudo? Eu não sei, no final os dois são ignorantes e nem sabem disso, aparentemente. (confused)
OBS.: Comentário imparcial.
Spirou spirou
Cara, conversa precisa de duas pessoas senão vira monólogo. Acho que pra chegar ao ponto da mina escrever um livro sobre a situação o cara deve ter sido xarope pra caramba. Além disso, como o cara se diz fã e não sabe nem como é a cara da escritora.
A princípio, eu não iria replicar seu comentário, no entanto, é de suma importância ser cortês, principalmente nos dias de hoje, coisa que faz falta.
Sendo assim, vamos ao fato: eu não li o livro, não sei sobre o conteúdo em si.
Ademais, qualquer um pode escrever um livro, contanto que tenha capacidade para tanto (capacidade física, financeira e intelectual, esta última está fazendo falta em muitas obras).
Assim sendo, permita-me discordar de seu comentário em dois pontos essenciais: o primeiro diz respeito à conversa, ninguém é obrigado a manter uma conversa desinteressada, se ela continuou ouvindo (e segundo relatos dela, só ficou ouvindo), a culpa é exclusivamente dela, caso contrário ela estaria sendo forçada a ouvir (amarrada em uma cadeira e com fita adesiva na boca, impossibilitando-a de falar, caracterizando tortura), coisa que, aparentemente, não ocorreu. O segundo e último, trata-se de sua frase "o cara se diz fã", desculpe-me, mas se você leu o livro e estava este exato relato em alguma página, você está certa, caso contrário, não há indícios de fanatismo ("fã", do inglês "fanatic", que por sua vez é traduzido como fanático) na descrição.
Por fim, devo fazer um adendo: independentemente do título do livro, é sempre bom conhecer o outro lado, mesmo que discorde ou continue discordando após a leitura, todo conhecimento é bem-vindo.
OBS.: Comentário elucidativo.
Muito obrigada pela cortesia e educação ao responder meu comentário, meu caro.
Também não li o livro. E, como dito por vossa pessoa, qualquer individuo provido de um mínimo de capacidade e meios pode escrever e publicar um livro, infelizmente.
Sobre o ato de obrigatoriedade de ouvir algo que não queremos ou gostamos, infelizmente somos atados a normas sociais que nos impõe o modo como devemos nos portar em situações sociais, ainda mais no caso de mulheres (infelizmente a sociedade tem pesos diferentes pra pessoas diferentes). Pelo o que conheço de normas sociais não escutar as outras pessoas, em um momento social de suposto diálogo é, no mínimo, de mal gosto e demonstra uma falta de "educação" por parte do ouvinte (Infelizmente nenhum de nós esteve lá, no momento do ocorrido, pra ver como se deu a troca entre os dois só nos restando especular). Sobre ser fã acredito que sua interpretação seja um tanto quanto ipsi literis. O dicionário apresenta a seguinte definição sobre o subatantivo: pessoa que tem grande afeição ou demonstra grande interesse por (alguém ou algo). O rapaz me parece, pelo o que é apresentado pela autora em sua sinopse, um fã que cairia sob essa definição. Ainda mais dado o fato que a autora é bem conhecida na área. Sendo assim, me surpreende que ele não conhecesse sua face.
Infelizmente não temos como saber como ou quando aconteceu a situação, sendo assim qualquer um de nós pode estar certo ou errado.
E sim, concordo que devamos conhecer todos os vários lados das situações para que possamos formar opniões bem embasadas. Meu comentário sobre o pelando não ter lei no fds foi porquê algumas publicações chegam a ter comentários que beiram a abertura de queixa criminal (coisa que não foi o caso, nessa publicação e, aos envolvidos, obrigada).
*comentário feito unicamente para responder-te
Marilia, muito grato pelo comentário!
Ao contrário de muitas pessoas, em muitos comentários, em qualquer tipo de post, você foi bem sensata e educada, precisamos de mais gente assim!
Concordo com suas palavras. (y)
P.s.: quem assistiu midsommae vai entender a referência.
O jeito é desativar os comentários pra que ninguém leia as bizarrices e faltas de respeito na comunidade
Fds pelando é terra de ninguém
Teoricamente tem um dono e ele é até ativo na comunidade, kjkkkkkk
Melhor não, eu gosto de ouvir mais comentários de pessoas contrárias ao que penso, pq de uma forma ou outra em aprendo algo, sendo que não tenha ofensa.
Sim! Inclusive, no primeiro ano, você conseguia contato diretamente com ele. Só que, no fim de semana, eles deixam só os bots, acredito eu (tanto que o pessoal que trabalha lá posta bem pouco, principalmente nos domingos)
Time Pelando
Temos pessoas trabalhando todos os dias no Pelando até as 2h da manhã. Porém aqui no Pelando eu optei por tentar ao máximo a Liberdade de Expressão, se apagássemos todos os tópicos que poderiam gerar discussão e qualquer discussão por mais boba que fosse não teríamos oportunidade de debater assuntos tão importantes como este.
No caso este tópico é exemplar na minha opinião, a discussão foi de altíssimo nível com direito a Latim. (popcorn)
Eu acredito que de toda discussão, caso haja maturidade e pouco ego, será uma grande oportunidade de aprender algo.
E também penso que seria terrível para nossa evolução termos o nosso presidente moderando o site, assim como alguém da oposição extrema.
Seria uma lástima perder uma oportunidade de troca e aprendizado como foi este tópico.
Parabéns aos envolvidos.
Gostei do que li, exceto pela parte em que o colaborador do Pelando publicamente assume ou se opõe a um ponto de vista político. Mas nem sei se isenção é obrigatória por parte de vocês, eu só estou mencionando o que eu acredito.
Time Pelando
Eu não me posicionei, apenas coloquei que não queremos alguém extremista moderando o que falamos. Citei ambos os lados.
Mas aí cabe a cada um interpretar como preferir.
Se posicionou. Mas deixo aqui mais uma parte do que você chama de monólogo.
Obrigada pela resposta, Guilherme!
(lol) (lol) (lol) (lol)
A história com certeza é real... o contexto eu duvido Penso que existe uma licença poética da autora aí. Enfim, assim como 99% das pessoas não li o livro e vim aqui dar minha opinião baseada unicamente no título e na descrição. Acho um tema interessantíssimo. Acredito que a conclusão do livro seja mais filosófica que prática: importa colocar este tipo de situação em xeque e questionar os motivos que levam a sua reprodução nas relações sociais. Claro, para que esse tipo de atitude cesse.
Nem tô julgando o mérito da questão principal do livro, é que essa história me parece inventada como marketing pra validar o livro em si, achei meio forçado.
Falou tudo, história pra boi dormir. E ainda tem gente que se presta a comprar essas porcarias..
Time Pelando
O problema é que falamos de liberdade de expressão e respeito e vem alguns usuários tentando polemizar. Ai é só deixar ser um monólogo que não tem problema. ;)
Esse cara tem meu respeito, infelizmente a maioria das pessoas se ofendem com qualquer bobagem, discurtir ideias não é problema, idéias não precisam de respeitos pessoas sim, mas sempre vem uma galerinha implorar por censura em comentários que não tem nada de mais, o brasileiro precisa aprender a discutir sem levar tudo pro lado pessoal.
Um bom exemplo disso é esse livro aí, só homem interrompe mulher? Sequer preciso justificar isso só lembrar desse assunto sendo abordado na Globo onde a feminista Kéfera nem deixou o homem explicar seu ponto, interrompendo e acusando daquilo que ela mesma havia feito, a forma completamente parcial com que o assunto é abordado logo no resumo mostra que provavelmente não passa de mimimi de uma pessoa completamente egocêntrica que se ofende com tudo sem parar pra pensar se um dia ela já destratou alguém.
*o livro referido na situação foi um best seller na lista do New York Times
"Sim, aparecem pessoas de ambos os sexos em eventos a perorarem sobre coisas irrelevantes e teorias da conspiração, mas
a autoconfiança conflituosa assumida dos perfeitos ignorantes é, segundo a minha experiência, apanágio de um dos sexos. Os
homens explicam-me coisas, a mim e a outras mulheres, quer entendam, quer não, do assunto em causa. alguns homens.
Qualquer mulher sabe a que me refiro.É a arrogância que dificulta, por vezes, a vida a qualquer mulher em qualquer área;
que impede as mulheres de se pronunciarem ou de se fazerem ouvir quando se atrevem a falar; que reduz as mulheres jovens ao silêncio, mostrando-lhes, tal como o assédio nas ruas, que o mundo não é delas. Faz-nos duvidar de nós próprias e autoimpormo-nos limites, da mesma maneira que desenvolve a autoconfiança excessiva e injustificada dos homens."
(Só consegui a versão em português de Portugal para utilizar como referência direta, aqui)
Esse mesmo capítulo fala sobre violência doméstica e sobre assédios em encontros e no local de trabalho. Inclusive ela fecha esse ensaio com uma frase que resume alguns dos comentários dessa publicação/oferta.
"Em duas ocasiões, por essa altura, protestei contra o comportamento de um homem e levei como resposta que os incidentes não tinham acontecido de maneira nenhuma como eu dizia, que eu estava exausta e a ser subjetiva, paranoica, desonesta, resumindo:
tipicamente feminina."
Recomendo a leitura e reflexão, principalmente aos homens. É um livro leve e permeado de sarcasmo. Além de trazer alguns dados bem preocupantes.
Infelizmente o preço ainda é um pouco alto mas pode ser encontrado na estante virtual por R$21, no scribd ou em apps de audiobooks (você consegue ler/ouvir de graça no período trial)
Simplesmente perfeita, ótima análise <3
realmente se tornou terra de ninguém. Só ver alguns comentários machistas nesse tópico, ou anti-vacina, anti-máscara ou preconceituosas em outros...Só pra te lembrar, não é censura se a fala e as ações do outro indivíduo são prejudiciais de alguma forma =)
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkjjjjjjjj
estava demorando pra um retardado ler meu comentário